domingo, 15 de junho de 2008

Ser Feliz - Fernado pessoa

" Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Luís de Camões



Luís Vaz de Camões (Data de nascimento: provavelmente entre 1517 e 1524 — Data de falecimento: 10 de Junho de 1580) é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Das suas obras, a epopéia Os Lusíadas é a mais significativa.
Luís de Camões não escreveu só obras em texto lírico como também texto dramatico.



Obras:

  • 1572- Os Lusíadas (texto completo)
Lírico:
  • 1595 - Amor é fogo que arde sem se ver
  • 1595 - Eu cantarei o amor tão docemente
  • 1595 - Verdes são os campos
  • 1595 - Que me quereis, perpétuas saudades?
  • 1595 - Sobolos rios que vão
  • 1595 - Transforma-se o amador na cousa amada
  • 1595 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
  • 1595 - Quem diz que Amor é falso ou enganoso
  • 1595 - Sete anos de pastor Jacob servia
  • 1595 - Alma minha gentil, que te partiste

Dramatico:

  • 1587 - El-Rei Seleuco
  • 1587 - Auto de Filodemo
  • 1587 - Anfitriões

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Trabalho Interdisciplinar


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Amizade

Sinto saudade
Sinto ansiedade
Sinto a ausência
Da minha consciência
Sinto a falta de um amigo...

Sei que andas ai
Apenas não sei de ti.
Sei que não é vão
Procurar com determinação
A essência da amizade...

Não consigo acreditar
No que é mais comum encontrar.
Amizades vulgares e normais
São falsas e irracionais
Não reside ai a minha felicidade...

Muitas pessoas a minha volta
E é isso que me revolta!
Ainda assim não sinto ninguém
Só são amigos para o que lhes convém
Ser assim eu não consigo!

Está na hora do STOP
A amizade não se encontra num freeshop!
É algo que não se compra
Nem se vê numa montra...
Tem que partir de nós...

Não sei se entendes
ou se comigo aprendes...
Sei que não vejo evolução,
Entre nós há uma grande divisão!
Porque eu sou consciente...

Posso não ser assim
Nem quero que sejas igual a mim
Ser teu amigo é o que eu quero
Mas amizade vinda de ti... é zero!
Tenho que te deixar a sós...

Mas porque será que é tão difícil
e parece mesmo impossível
Que sejamos capazes de conseguir
Quem nos faça bem sentir
Sem que lhes seja conveniente...?

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o, ao lado de Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter vivido a maior parte de sua juventude na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando e estudando no idioma. Teve uma vida discreta, em que atuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterônimos. A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e obra, além do fato de ser o maior autor da heteronímia.
Morreu de problemas hepáticos aos 47 anos na mesma cidade onde nascera, tendo sua última frase sido escrita na língua inglesa, com toda a simplicidade que a liberdade poética sempre lhe concedeu: "I know not what tomorrow will bring... " ("Eu não sei o que o amanhã trará").

sábado, 1 de março de 2008

Poema

Mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;

todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;

do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve),
as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,e,
enfim, converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Escritora preferida (biografia - Maria Teresa Maia Gonzalez)

Maria Teresa Maia Gonzalez



Nasceu em Coimbra, em 1958. Licenciada em Linguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Franceses e Ingleses, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, foi professora de Língua Portuguesa de 1982 a 1997, no ensino oficial e particular.

Tem vários livros editados, nomeadamente, Gaspar & Mariana, A Fonte dos Segredos, O Guarda da Praia, O Incendiário Misterioso, A Lua de Joana (editado também na Alemanha e na Bulgária), Histórias com Jesus, A Cruz Vazia, e é autora da colecção Profissão: Adolescente, da qual, com apenas 13 títulos publicados, já se venderam cerca de 300.000 exemplares. É ainda, com Maria do Rosário Pedreira, co-autora da Colecção O Clube das Chaves, de que se publicaram 21 volumes, a maioria dos quais com várias edições.

Livros preferidos

A lua de Joana - Maria Teresa Maia Gonzalez


«a história de uma rapariga chamada Joana que perdeu a sua melhor amiga. Este livro pode ser considerado uma espécie de diário (apesar de não o ser) porque Joana escreve cartas para uma amiga que já morreu. Conta-lhe tudo o que se passa na vida dela. É interessante ver a vida desta personagem, como ela se transforma ao longo dos dias e dos anos. Apesar de tudo, este livro mostra-nos a realidade dos dias de hoje: o grande flagelo que a droga é para todos - para a família, para os amigos e para a própria pessoa que comete esse erro.»

Poeta (às vezes) - Maria Teresa Maia Gonzalez
(Colecção «profissão adolescente» )




«A Rafael Santa-Cruz corre-lhe no sangue a poesia, uma sensibilidade secreta cujos horizontes não cabem nos limites familiares e escolares. Na escola tem por colega um rapaz, filho de um pai muito diferente do seu. Os dois amigos vão unir-se numa amizade que, não excluindo Vanessa ou Ana Lúcia, se desenvolve por caminhos de contornos misteriosos, por vezes inacessíveis, cruzados por emoções, vivÊncias, apelos, solicitações, gritos surdos. O desfecho desta amizade conduz à eterna pergunta: o que é o amor? Valerá a pena morrer por ele? Podem as convenções matá-lo, inscrevê-lo em códices identificados com a morte?»

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

“ no silencio da noite”

«Foi numa noite de luar,
Que me senti levar,
Foi então que tive em mente,
Ser estrela cadente,
Vaguear como duas almas apaixonadas,
Juntas pelo universo,
Libertar-me, destas amarras da vida,
Sendo livre de voar pelo mundo,
Sem parte definida,
Sem local de chegada,
Sem destino escolhido,
Essa liberdade de viver,
Apenas se compadece, com a vontade de oferecer.
Por vezes, procuro-me no luar,
Fascina-me o seu olhar,
Pergunto-me, se estou a sonhar,
Não sei !
Sei apenas, que tenho sempre o luar,
Para me acompanhar!»

domingo, 27 de janeiro de 2008

Caracteristicas do Texto Dramático

Nos textos pertencentes ao gênero dramático não existe um narrador, como no gênero narrativo, ou um sujeito lírico, como no gênero lírico. Essas funções são assumidas pelas personagens que representam, encenam, dramatizam suas ações e emoções. Na verdade, o texto dramático não é produzido para a simples leitura, mas para a dramatização em um palco, onde actores representam as personagens e seus dramas. Em termos práticos, o gênero dramático se caracteriza pela sua estrutura em forma de diálogo entre as personagens.