Sinto saudade
Sinto ansiedade
Sinto a ausência
Da minha consciência
Sinto a falta de um amigo...
Sei que andas ai
Apenas não sei de ti.
Sei que não é vão
Procurar com determinação
A essência da amizade...
Não consigo acreditar
No que é mais comum encontrar.
Amizades vulgares e normais
São falsas e irracionais
Não reside ai a minha felicidade...
Muitas pessoas a minha volta
E é isso que me revolta!
Ainda assim não sinto ninguém
Só são amigos para o que lhes convém
Ser assim eu não consigo!
Está na hora do STOP
A amizade não se encontra num freeshop!
É algo que não se compra
Nem se vê numa montra...
Tem que partir de nós...
Não sei se entendes
ou se comigo aprendes...
Sei que não vejo evolução,
Entre nós há uma grande divisão!
Porque eu sou consciente...
Posso não ser assim
Nem quero que sejas igual a mim
Ser teu amigo é o que eu quero
Mas amizade vinda de ti... é zero!
Tenho que te deixar a sós...
Mas porque será que é tão difícil
e parece mesmo impossível
Que sejamos capazes de conseguir
Quem nos faça bem sentir
Sem que lhes seja conveniente...?
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Fernando Pessoa
É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o, ao lado de Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter vivido a maior parte de sua juventude na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando e estudando no idioma. Teve uma vida discreta, em que atuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterônimos. A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e obra, além do fato de ser o maior autor da heteronímia.
Morreu de problemas hepáticos aos 47 anos na mesma cidade onde nascera, tendo sua última frase sido escrita na língua inglesa, com toda a simplicidade que a liberdade poética sempre lhe concedeu: "I know not what tomorrow will bring... " ("Eu não sei o que o amanhã trará").
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