segunda-feira, 26 de maio de 2008

Luís de Camões



Luís Vaz de Camões (Data de nascimento: provavelmente entre 1517 e 1524 — Data de falecimento: 10 de Junho de 1580) é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Das suas obras, a epopéia Os Lusíadas é a mais significativa.
Luís de Camões não escreveu só obras em texto lírico como também texto dramatico.



Obras:

  • 1572- Os Lusíadas (texto completo)
Lírico:
  • 1595 - Amor é fogo que arde sem se ver
  • 1595 - Eu cantarei o amor tão docemente
  • 1595 - Verdes são os campos
  • 1595 - Que me quereis, perpétuas saudades?
  • 1595 - Sobolos rios que vão
  • 1595 - Transforma-se o amador na cousa amada
  • 1595 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
  • 1595 - Quem diz que Amor é falso ou enganoso
  • 1595 - Sete anos de pastor Jacob servia
  • 1595 - Alma minha gentil, que te partiste

Dramatico:

  • 1587 - El-Rei Seleuco
  • 1587 - Auto de Filodemo
  • 1587 - Anfitriões

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Trabalho Interdisciplinar


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.